Mais um verão começou!
A contagem decrescente começa, a ansiedade invade-me as veias, esta quase!
Não tarda mais uma de tantas etapas por caminhos de Portugal começa! Apenas e só com um destino em mente, a terra, a aldeia que me viu nascer.
Uma aldeia de saudades sentidas por todos aqueles que um dia de lá saíram. Mas que, quando voltam no verão de Agosto, dão de novo uma vida merecida a aldeia que trazem no coração. Rever as suas gentes, aquelas que de lá não saem, nem pensam em sair, sentir o seu aconchego, as suas saudades… o acolhimento que lhes é tão natural, reconhecido por aqueles que lá vão pela primeira vez e que sempre desejam lá voltar.
È um lugar mágico onde respiro tranquilamente, onde me encontro com o que mais gosto, o silêncio. Sim, o silêncio. Da cidade, dos carros, do stress das pessoas, até mesmo o do telemóvel.
O som da natureza que me embala é o mesmo que me acorda; poderiam dizer que é sempre igual, mas desenganem-se, porque cada acordar é único e diferente…
Apesar de ser uma aldeia pequena e quase desabitada, que nem um café tem, perdida nos montes e vales transmontanos onde não se passa nada. Bem, «nada» como quem diz, passa-se muita coisa… muitas histórias guardo no livro do meu destino, cada ida a Sandim é um novo capítulo de tantas histórias que ficam por acabar… e é melhor assim!
Quem disse que as histórias têm que ter um fim?
Para nunca esquecer as minhas origens, de onde me trouxeram, mas o mais importante, saber onde pertenço… Sandim!
Fotografia e Texto de Marco A. Pires



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