[sem título]
- January 29th, 2011
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Estas veias, minhas, onde corre o sangue que me faz sobreviver. Veias essas que transportam o saber de uma vida que já não é criança. Sangue que é bombeado pelo motor dos sentidos, que bombeia nestas veias, minhas, uma arte que irriga todo o corpo e que me faz escrever. Faz-me ver para ler, ajuda os pulmões a absorver o ar que necessito para respirar. Mas essa dita arte é aquela que me faz sonhar e acreditar que é possível. Veias, minhas e tuas, de toda a gente. Veias.
Procura nelas todo o teu saber, vive as suas emoções e sente… sente os sentimentos que elas te proporcionam. Só assim podemos dar valor ao que transportamos.
Veias.
Sentimentos.
Que dão origem ao que transformo com um pincel ou um pouco de madeira, retratado numa tela pintada pela máquina que fotografa o momento.
olhar de Joana Sousa | palavras de Marco A. Pires | banda sonora de Hurts [Stay]

