Momentos há em que o medo e a confusão dão lugar à tranquilidade e à certeza.

Do nada. De um mero acaso (talvez orquestrado pelos deuses). Chamemos-lhe um tropeção. Que tal?

Se eu conseguisse fazer com que as agulhas do tempo voltassem atrás, tudo faria para voltar a tropeçar em ti. Só para poder sentir o que sinto hoje.

E o que sentes tu, por mim? – perguntas.

Queres mesmo saber?

Senta-te aqui, comigo. Vês o tempo a passar? Ouves o tic tac dos relógios?

Eu não. Porque o tempo não existe, a partir do momento em que tu chegas. E é bom viver sem tempo. Sem tic tac. Com tranquilidade e a certeza de que quero este agora contigo. De que quero o teu ser entranhado em mim.

Se eu fosse romântica, escrevia-te uma carta de amor.

Importas-te que falemos de coisas vulgares? Do tempo. Daquele outro. Do faz chuva, do faz sol.

Importas-te que partilhemos o silêncio (sem tic tac)? E que te possa olhar com a seriedade de quem ama alguém?

Se eu fosse séria, abandonava o sorriso por um segundo para te dizer como o meu mundo se tornou «muito enorme» desde o momento em que em ti tropecei. Não o sendo, convido-te a sorrir comigo.

Agora!

Texto de  Joana Sousa

Fotografia de João Sousa

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One Response to “«romantismo pós moderno»”

  1. Lara Mota Pinto says:

    Tocou-me…está fantástico! Li e reli, mastiguei e degustei…obrigado por partilhares!

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