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É o momento hic et nunc. Aqui e agora. Não podes voltar atrás, pois a decisão há muito que foi tomada. A hora é de agir. Ou deixar agir.
O que se sente? Não sei se as palavras são o quanto baste para que percebas o que é. Ver o mundo lá ao fundo, um nada que é tudo; sentir o algodão das nuvens nas mãos e o corpo (e a alma) em total queda livre. A chuva que te pica a cara e te faz sentir presente.
O desconhecido, o medo. A paz, a liberdade.
Fazer cócegas ao céu, que é azul, branco, cinza e da cor que eu o quiser pintar. Afinal, o céu (também) é meu, a partir de hoje.
Somente estar ali, entregue (literalmente) ao sabor do vento.
Perceber que o instante pode ser eterno. Compreender que cada segundo, ALI, é eterno. E sabe a pouco. É sempre pouco. Eternamente muito e pouco!
Confuso? É natural. As sensações são mistas, contraditórias e simultâneas entre si. E o pensamento flui, deambula com o vendo e as asas.
E depois os pés tocam o chão e a realidade das coisas. Volto à verticalidade das coisas, com a cabeça na horizontalidade do olhar e do sentir, em queda livre.
Faço minhas as palavras do Lenny: I wanna fly away…
Texto de Joana Sousa
Fotografia de João Sousa

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